sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

LIVRETANDO - CONTOS BRUXÓLICOS (por Inês Carmelita Lohn)

LOHN, Inês Carmelita. Contos Bruxólicos. Florianópolis, SC: Pistis, 2014.


Este livro da escritora catarinense Inês Carmelita Lohn eu comprei no lançamento feito na 29ª Feira do Livro de Florianópolis-SC. 

A Feira acontece no largo da Alfândega.

Eu fui lá prestigiar o lançamento e comprei o livro. Pedi a dedicatória e registramos o momento com fotos. 

Nesse meio tempo eu aproveitei para conversar um pouco com a Inês.


Foto: Inês Carmelita Lohn


O conto "O mistério da luz na praia" é o primeiro do livro. Este eu já conhecia, pois a autora já narrou algumas vezes em roda de contação de histórias. Eu ouvi falar da "Dona Tímida" pela primeira vez na Biblioteca Pública de Santa Catarina - BPSC. Uma bela história.

"A canoa do Zé Balaio" precisa ser lida por vocês. Muito interessante.

Já estou na metade do livro, só não farei mais comentários para não dar spoilers, senão fica sem graça ler depois.

Muitas são as histórias de bruxas e embruxamentos, os contos são divertidos.

Curti a capa.
Curti as histórias.
Recomendo para todos os amantes de histórias. As crianças irão gostar também.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

LIVRETANDO - MONSIEUR GENTIL (pour Adam Hargreaves)

HARGREAVES, Adam. Monsieur gentil. Ilustrado por Adam Hargreaves. Paris: Hachette, 2004. (Collection Monsieur).



Foto: Evandro Jair Duarte

Este livro eu comprei quando viajei para o Canadá.

Ce livre j'ai acheté quand j'ai faire une voyage au Canada.

Esta é uma história para se ler e refletir e reconhecer cada fase dela em nosso dia a dia.

Cette histoire est pour lire et réfléchir. Vous pouvez reconnaître un peu de tous les jours de vos vies.

Ele é gentil e vive em um lugar onde as pessoas batem portas, há descuido com as ruas, cães são mal educados, até mesmo as árvores e o tempo são mal humorados.

Um dia ele descobre um lugar onde as pessoas dizem "obrigado" e ele decide morar naquele ambiente.

Soyez doux. Soyez poli. Soyez gentil. Toujours à la mode.
Seja gentil. Seja educado. Seja amável. Seja bondoso. Ainda está na moda.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

LIVRETANDO - A DANÇA DO BOI (por Maria Helena Valentim Gomes, Ilustrado por Valéria Valentim Gomes)

GOMES, Maria Helena Valentim. A dança do boi. Ilustração [de] Valéria Valentim Gomes; Montagem [de] Aurélia Valentim Gomes e Naiara Valentim Gomes. [s.l.]: [s.n.], [2014].


Foto: Evandro Jair Duarte

Este livro eu comprei na 29ª Feira do Livro de Florianópolis-SC. Nesta quinta-feira, dia 11 de dezembro de 2014 às 14 horas na sessão de Lançamento e Autógrafos do livro A DANÇA DO BOI da autora Maria Helena Valentim Gomes (In Memorian), representada por sua filha a ilustradora Valéria Valentim Gomes.

A autora deste livro faleceu faz um ano e meio e está representada por sua filha a organizadora e ilustradora da obra para ser feito o lançamento neste dia. Valéria é uma moça tímida e simpática. A ilustração uma gostosura de se ver.

Foto: Evandro Jair Duarte

O Juca me fez rir das travessuras dele, a história do boi não aparece para representar o folclore com todo o rigor do enredo do boi de mamão. Mas, Juca vê a dança do boi e os personagens surgem à sua frente de uma maneira muito diferente e você pode rir e se divertir com ele e com as demais cenas.

Gostei do livro. Apesar de uma falta de orientação de um bibliotecário para fazer a ficha catalográfica e para informar à organizadora que faltam elementos na capa e faltou uma folha de rosto com informações importantes do livro e até a própria ficha catalográfica.
Gostei da história. Apesar de encontrar dois pequenos erros.
Gostei muito da capa.
Gostei das ilustrações. Apesar de a impressão não ser de boa qualidade no miolo - as ilustrações são muito boas.
Recomendo para leitores de 4 anos em diante - apesar de que a cada leitor o seu livro e a cada livro o seu leitor. Assim, todos podem ler e ouvir esta história.


ARTIGO - A COMPETÊNCIA INFORMACIONAL PARA A SELEÇÃO E DISSEMINAÇÃO DO ACERVO LITERÁRIO INFANTIL DA BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL BARREIROS FILHO: OLHAR ESTÉTICO (por Evandro Jair Duarte, Claudete Terezinha da Mata e Clarice Fortkamp Caldin)

DUARTE, Evandro; MATA, Claudete Terezinha da; CALDIN, Clarice Fortkamp. A competência informacional para seleção e disseminação do acervo literário infantil da biblioteca pública municipal Barreiros Filho: olhar estético. In: Encontros Bibli: revista eletrônica de biblioteconomia e ciência da informação, v. 19, n.41, p.59-82, set./dez. Disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/1518-2924.2014v19n41p59/28290>. Acesso em 11 dez. 2015.

Divulgo nosso trabalho para que possam ler e discutir.


RESUMO
Registra o potencial da literatura infantil e a responsabilidade da Biblioteca Pública em selecionar as obras que irão compor o acervo infantil, além de oportunizar o contato do livro com o público leitor. Informa acerca do funcionário da biblioteca e a importância do desenvolvimento da Competência Informacional e explora a dimensão estética dessa competência. O objetivo geral é verificar as habilidades, os comportamentos e as atitudes (competências) do Bibliotecário da Biblioteca Pública Municipal Barreiros Filho no processo de seleção disseminação do acervo literário infantil como forma de promoção e incentivo à leitura. Como objetivos específicos listam-se: a) verificar se há um bibliotecário para atendimento específico ao usuário infantil; b) registrar quem é o profissional responsável pela seleção das obras infantis da biblioteca pesquisada; c) descrever a relação entre funcionário da biblioteca e usuário; d) registrar as atividades desenvolvidas para que ocorra a circulação e disseminação do acervo infantil; e) registrar como ocorre a interação entre criança e livro; f) observar a Competência Informacional do funcionário da biblioteca para o trabalho com o acervo infantil. É
uma investigação de caráter descritivo e exploratório e de abordagem qualitativa. A pesquisa tem um viés fenomenológico e se caracteriza como estudo de caso. Utilizou-se a entrevista face a
face para a coleta de dados e como apresentação de resultados optou-se pela categorização das informações.

PALAVRAS-CHAVE: Funcionário de biblioteca. Biblioteca Pública Municipal Barreiros Filho. Acervo literário infantil. Dimensão Estética da Competência informacional.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

LIVRETANDO - COMO E POR QUE LER A LITERATURA INFANTIL BRASILEIRA

ZILBERMAN, Regina. Como e por que ler a literatura infantil brasileira. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005.


Foto: Evandro Jair Duarte


Este livro eu já li e reli e o pego para fazer uma reflexão. Neste post eu o utilizarei como fonte de informação para o pensamento que tenho, algo muito particular, acerca do que eu tenho visto publicado por aí. Compartilharei apenas trechos e o sumário.

SUMÁRIO

Capítulo 1 - O que é que a literatura tem?
Capítulo 2 - Por onde começar?
Capítulo 3 - Monteiro Lobato e sua fantástica máquina de criar
Capítulo 4 - Lobato não estava só
Capítulo 5 - A aventura de começar de novo
Capítulo 6 - Reis, fadas e sapos para as crianças brasileiras
Capítulo 7 - Gentes e bichos
Capítulo 8 - Garotas que mudam o mundo
Capítulo 9 - Dos contos tradicionais ao folclore
Capítulo 10 - Meninos de rua
Capítulo 11 - Detetives mirins
Capítulo 12 - E para a poesia, não vai nada?
Capítulo 13 - Yes, nós temos teatro
Capítulo 14 - Quando fala a ilustração
Capítulo 15 - Para onde vamos?


O que é que a literatura tem?

No primeiro capítulo do livro Zilberman (2005, p. 9)  me dá uma rica informação: "Um bom livro é aquele que agrada, não importanto se foi escrito para crianças ou adultos, homens ou mulheres, brasileiros ou estrangeiros. E ao livro que agrada se costuma voltar, lendo-o de novo, no todo ou em parte, retornando de preferência àqueles trechos que provocaram prazer particular".

Eu, enquanto leitor, confesso que muitas vezes a capa me chama a atenção, assim, quando eu entro em uma livraria ou sebo (lugares que frequento muito), eu gosto de pegar o livro e analisar: a capa, as ilustrações (quando tem), as orelhas (leio-as), a contracapa (leio para saber mais do conteúdo), procuro por um sumário ou índice (faço uma leitura técnica para conhecer um pouco mais da obra), às vezes, se tenho um tempo maior na livraria ou sebo eu leio um pouco do primeiro capítulo.

"Com a literatura para crianças não é diferente: livros lidos na infância permanecem na memória do adolescente e do adulto, responsáveis que foram por bons momentos aos quais as pessoas não cansam de regressar" (ZILBERMAN, 2005, p. 9).




Muitas foram as histórias lidas por mim em minha infância! 

Vários marcaram aquele período. 

No entanto, o livro que até hoje reverbera em mim é "O pequeno príncipe" de Antoine de Saint Exupery. 

Ele é agradável, me traz lembranças da Biblioteca Pública que o peguei para levar à casa e ler. 

Quando o pego nas mãos e lembro que um dia fui até àquela biblioteca eu lembro do espaço infantil e do cheiro que lá tinha, lembro do cheiro que o livro tinha que não era de mofo, poeira, nem de livro novo. 

Era algo com um cheirinho gosto, que eu só fui descobrir ao cursar Biblioteconomia e fazer estágio na biblioteca da UDESC. 

Era o cheiro da "fita mágica", usada para colar as etiquetas nas lombadas dos livros. 

Assim, quando sinto o cheiro da fita, hoje nas bibliotecas, eu sou levado, automaticamente, pelo fio da memória até aquele lugarzinho especial em São Sebastião - SP. 

Todo esse prazer me faz voltar e voltar e voltar ao livro do Pepê (PP).




O livro para crianças podem e devem ser lidos e revisitados pelos adultos, sem problema algum. Mas, a meu ver, o livro infantil ou juvenil precisa ser atrativo para que os leitores cheguem a ele. As crianças e os jovens são extremamente exigentes e críticos com o que se apresenta. Na literatura infantil ou juvenil eu sempre fico vidrado nas ilustrações, um bom ilustrador faz toda a diferença para uma obra.

"O escritor dispõe também de grande liberdade, pois, somando experiência e imaginação, ele pode ir longe, inventando pessoas, lugares, épocas e enredos diversificados" (ZILBERMAN, 2005, p. 13).

A criação é um processo a ser pensado, estruturado e reestruturado não? O cuidado e o zelo para com o acabamento para se ter uma obra literária necessita de tempo, ela não pode ser escrita em uma única sentada na frente do computador. Ela precisa ser revista e analisada para que o texto tome forma e crie uma vida. Essa libertação no momento da escrita é fundamental para a criatividade tomar asas e inventar o que precisa ser inventado, no entanto, questiono: quem é o seu leitor? O que ele espera? A sua obra está boa mesmo?

Um texto mal escrito, com problemas gramaticais e ortográficos, não atrai em nada o leitor. Muitos problemas acarretam no abandono da obra e o insucesso dela.

Sendo assim, acredito que um material literário necessita nascer, maturar e passar por leitura de terceiros (de confiança é claro), para depois passar pelas mãos de um corretor especialista na língua escrita.

Percebo que nem todo escritor pode ser ilustrador, nesse aspecto, muito cuidado para não deixar suas obras em caixas a serem vendidas ou nas estantes de sebos, livrarias e bibliotecas, sem que haja interesse pelos que por ela passarem, folhearem e devolverem às estantes.


Gostei do texto.
Recomendo para os curiosos e para os pesquisadores de literatura infantil e juvenil - apesar de que a cada leitor o seu livro e a cada livro o seu leitor. Assim, todos podem ler e ouvir esta história.

DIVULGAÇÃO - Encontro com Autor Paulino Júnior na Biblioteca Pública de Santa Catarina

Hoje é dia 16 de maio de 2017 e às 19h estarei Coordenando o Nono Encontro da Oficina Literária Boca de Leão no Auditório da Biblioteca Públ...