quinta-feira, 30 de junho de 2016

LIVRETANDO - O QUE É CONTO (Luiza de Maria)

MARIA, Luiza de. O que é conto. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1986.


Este livro emprestado da Biblioteca Pública de Santa Catarina traz informações interessantes sobre CONTOS.

A autora nos faz uma introdução ao universo do conto e provoca com a pergunta: o que é conto?

No entanto, a resposta não vem de graça (risos), ela vem por meio da reflexão de quem lê a obra.

Maria (1986) diz que quem conta um conto aumenta um ponto e já nos convida a conhecer ou lembrar da história "As mil e uma noites" e mais especificamente de Sherazade que para não morrer conta um conto dia após dia até que "Conquista o coração do rei valendo-se da arte de contar histórias" (MARIA, 1986, p. 7).

Se formos pensar na história da humanidade e nas histórias que ouvimos ao longo da vida, iremos lembrar de pessoas reunidas ao redor de uma fogueira e compartilhando histórias, ou então em grupos em diferentes espaços como: igrejas, escolas, praças, bares, entre outros.

As reuniões sempre acontecem para narrar oralmente uma história vivida, ouvida ou inventada... agrupamento para matar o tempo... histórias são narradas contendo bichos, lendas, mitos...

Aqueles que viveram dos anos 70 pra cá podem lembrar de uma personagem famosa de Monteiro Lobato, a Dona Benta, ela representa essa pessoa que senta para contar histórias e ao seu redor estão muito ouvintes e interagentes.

No livro, Maria (1986, p. 10) diz:
O conto como forma simples, expressão do maravilhoso, linguagem que fala de prodígios fantásticos, oralmente transmitido de gerações a gerações e o conto adquirido de uma formulação artística, literária, escorregando do domínio coletivo da linguagem para o universo do estilo individual de um certo escritor.

Temos então o conto popular, o conto artístico, o conto maravilhoso ou conto de fadas, ...

A autora nos afirma que o conto hoje é uma forma aberta para experimentos e inovações.

Nos indica a leitura de:


  1. Gui de Maupassant;
  2. Edgar Allan Poe;
  3. Mário de Andrade;
  4. Lima Barreto;
  5. Machado de Assis;
  6. Arthur Oscar Lopes;
  7. Guimarães Rosa;
  8. Clarice Lispector;
  9. Rubem Fonseca;
  10. Dalton Trevisan;
  11. João Antônio;
  12. Victor Giudice;
  13. Moacyr Scliar;
  14. Roberto Drummond;
  15. Ignácio de Loyola Brandão;
  16. Edilberto Coutinho;
  17. Jefferson Ribeiro de Andrade;
  18. Deonísio da Silva;
  19. Domingos Pellegrini Jr.;
  20. Osman Lins;
  21. Autran Dourado;
  22. Nélida Piñon;
  23. Samuel Rawet;
  24. José Montello;
  25. Lygia Fagundes Telles;
  26. Salim Miguel;
  27. Caio Fernando Abreu;
  28. Luís Gonzaga Vieira;
  29. Jorge Luís Borges;
  30. Dostoiévsky;
  31. Tchekhov;
  32. Pirandello;
  33. Miguel Torga;
  34. Julio Cortázar;


Para teoria:


  1. Julio Cortázar – “Alguns aspectos do conto”; “Do conto breve e seus arredores” (Valise de Cronópio);
  2. Guimarães Rosa – ler os 4 prefácios de Tutaméia;
  3. Luís Gonzaga Vieira – “A situação do conto” (Encontros com a civilização brasileira, n. 20, 1979);
  4. R. Magalhães Júnior – A arte do conto;
  5. Gilberto Mendonça Teles – N. 18 da Revista Letras de Hoje, dez. 1974 (PUC/RGS) – Para uma teoria do conto;
  6. Maria Consuelo Cunha Campos – Sobre o conto brasileiro, 1977;
  7. AntonioHohlfedt – Conto brasileiro contemporâneo, 1981;
  8. Wladimir Propp – conto popular – Morphologiedu Conte;
  9. Victor Chklovski – SurlaThéorie de la Prose;
  10. Teoria da literatura – formalistas russos;
  11. Roland Barthes – O prazer do texto;
  12. Umberto Eco – Obra aberta;
  13. Octavio Paz – O arco e a lira;
  14. Hugo Friedrich – Estrutura da Lírica Moderna;
  15. Jan Mukarovsky – Escritos sobre estética e semiótica da arte;
  16. Luiz Costa Lima – Mímesis e modernidade;
  17. Robert Stam – O espetáculo interrompido.





“Mudam-se as maneiras do contar, alteram-se as funções do contar, inventam-se novas formas do contar, mas persiste, irrevogável, o fascínio de CONTAR. E tudo isso é, ou não é, CONTO? (MARIA, 1986, p. 96).

Convido a todos para conhecer o Blog da Oficina Literária Boca de Leão. Lá teremos discussões sobre este livro.

Link: https://oficinaliterariabocadeleao.wordpress.com/


DIVULGAÇÃO - Oficina - Literatura infantil e ética: formando sujeitos leitores nos anos iniciais

A Paulus está com nova Oficina para os interessados em aprofundamento na temática literatura infantil. MINISTRANTE: INGO VARGAS L...