quinta-feira, 11 de setembro de 2008

LIVRETANDO - A SOMBRA DO VENTO (por Carlos Ruiz Zafón)


Fonte da foto: internet.

O livro A SOMBRA DO VENTO, do autor Carlos Ruiz Zafón é um dos best sellers que merecem o sucesso que tem. O referido autor foi apresentado para mim por uma pessoa muito especial, trata-se da Professora Maria de Jesus Nascimento (UDESC). O meu exemplar está em Espanhol e eu comprei em Buenos Aires, na Calle Floripa, no ano de 2007.


O livro inicia contando a história de um menino que é levado por seu pai para dar um passeio e conhecer um misterioso lugar, bem no coração da cidade de Barcelona, descrito na trama como o CEMITÉRIO DOS LIVROS ESQUECIDOS. O personagem principal é um menino chamado Daniel Sempere. Nesse ambiente o pequeno encontra um livro considerado "maldito". Essa descoberta mudará o rumo de sua vida. O garotinho encontra-se diante de um labirinto de intrigas e segredos. Daniel é acordado de madrugada por seu pai para conhecer um lugar misterioso [...], o céu cobertos de uma neblina que torna a aventura ainda mais empolgante e com aspecto de um thriller de filme de suspense. O pequeno questiona o pai sobre sair no meio da noite para conhecer o lugar onde estava prestes a pisar e ouve o seguinte: "Há coisas que só podem ser vistas nas trevas". Quando li isso fiquei entusiasmado. O narrador descreve o trajeto e a visão ainda não tão movimentada das ruas, até parar em frente ao lugar que adentrarão. Entram no espaço e todo o local é descrito de forma maravilhosamente mágica que nos leva a vivenciar a sensação e até mesmo sentir o "cheiro" descrito por ele. Quando Daniel descreveu essa parte da história lembrei do cheiro de meu livro, A SOMBRA DO VENTO, ele é impresso em papel jornal e tem um cheiro totalmente característico de livro "velho". E a descrição dos corredores, das prateleiras, dos livros, dos movimentos humanos transcorrem, levando os leitores a viver a atmosfera mágica da trama. De repente uma frase me chama a atenção e não resistirei, ou colocá-la aqui. O pai de Daniel para e diz à ele: "Este lugar é um mistério, Daniel, um santuário. Cada livro, cada tomo que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu, e a alma daqueles que já leram e viveram e sonharam com ele". Puxa vida, imagine você em um lugar assim? E pensando dessa forma? Nesse momento lembro de minha amiga JOANA PAULA CORADI e seu Trabalho de Conclusão de Curso (ela trabalhou sobre os sebos e as dedicatórias deixadas em livros) toda essa magia que Daniel vive nesse capítulo introdutório faz-me lembrar das buscas dessa amiga, por informações registradas em dedicatórias, que para "mim" são marcas de quem leu, escreveu (autor dedicando ao comprador), de um "presenteador" para um(a) aniversariante, um amigo(a), enfim, tracejos que marcaram uma história em determinado momento e situação da vida de alguém. Desculpe-me colegas eu quando leio faço essas pausa e "viagens". Aos poucos perceberão o porque de eu ler devagar, principalmente uma história como essa. Quem visita pela primeira vez o local: cemitério dos livros esquecidos escolhe um livro e leva consigo, mas, precisa cuidar do mesmo, com sua própria vida, cuidar para que o livro não desapareça. A escolha de Daniel Sempere é: A SOMBRA DO VENTO do autor Julián Carax. O menino precisa guardar segredo de tudo o que viu e onde conseguiu a obra que está aos seus cuidados. Alguns curiosos aparecem, amantes de livros e uma pessoa muito misteriosa e sinistra surge também. Esse é um livro estimulante e gostoso de ler, e para quem gosta de mistério e aventura é uma boa dica de leitura.




j'attends que toutes les personnes lisent ce livre ! ! !


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