segunda-feira, 3 de março de 2014

CONTANDO HISTÓRIAS - E AGORA? PARA ONDE? (por Evandro Jair Duarte)

O dia está quente e a única coisa em que Matheus consegue pensar é até quando essa onda de calor insuportável irá continuar!

Ele tenta de todas as formas aliviar a sensação de quem está em uma sauna e não consegue por muito tempo. Dentro de casa tudo bem, dá-se o seu jeito, mas e como conseguir um frescor nas ruas?

Matheus aguarda ansiosamente para que a noite venha e com ela a queda na temperatura. Ledo engano para o rapaz, as noites continuam abafadas e com temperaturas altas.

Toma um banho, lê um livro e assiste televisão, por fim, decide que o melhor a fazer é deitar e dormir.

Aos poucos seu corpo relaxa. Agora no mundo dos sonhos ele está como desejou estar durante todo o dia escaldante. Matheus está em uma praia, deitado em uma espreguiçadeira, com guarda-sol e bebendo uma cerveja bem gelada.

De sua sombra particular ele olha a todos que por ali passam. O vendedor de bebidas perambula entre os corpos estirados ao chão para um banho de sol. Este chama a atenção dos praieiros com sua frase de comerciante gritada.

Matheus fala consigo em um sussurro de felicidade:

- Vida boa é essa! Bela praia, mulheres bonitas, sombra e cerveja gelada!

Ele decide entrar na água cristalina da praia. Mergulha e fica por ali, de molho por alguns minutos.

O rapaz que não é bobo nem nada para como estátua ao ver uma linda loira passando e chamando a atenção de todos na faixa de areia. 

- Essa gata poderia parar por aí né! Melhor bem pertinho de onde estou com minhas coisas.

Foi só ele pensar e o seu desejo virou realidade. A mulher decide ficar bem ao lado de onde ele está acomodado na faixa de areia. Matheus resolve sair de dentro da água para ir sentar e ver o que aconteceria.

Nesse meio tempo a loira que já havia deixado a bolsa e demais pertences na areia pegou o guarda-sol para enterrar no chão. Ele mais que depressa chegou na hora certa para se oferecer em fazer esse fixar da haste no chão. Matheus conseguiu deixar bem firme e a mulher o agradece.

Ela coloca a toalha no chão, puxa um protetor solar e um livro de dentro da bolsa.

- Qual é o seu nome? A loira pergunta para o rapaz.

- Matheus - ele responde.

- Meu nome é Ana, muito obrigada por sua ajuda. Chegar nesta praia e encontrar um lugar para ficar é algo complicado, parece que todas as pessoas que estão aqui tiveram o mesmo pensamento que eu hoje.

- Você não frequenta esta praia não é?

- Não Matheus, eu tenho ido muito nas praias mais ao sul.

- Sim, para aqueles lados os espaços são menos disputados. Esta aqui é uma praia muito badalada, é o point da cidade.

- Então eu tive tripla sorte hoje? Em encontrar um bom lugar para deitar, conseguir ajuda para colocar meu guarda-sol e ainda ter uma pessoa agradável para conversar? 

Matheus ficou com um largo sorriso no rosto. Ele acabara de ganhar um elogio, ou era uma cantada?

Ana puxa o protetor solar e calmamente espalha por seus braços, peitos, barriga, até parecia um ritual que era acompanhado pelo olhar furtivo de Matheus. 

Continua a passar e espalhar nas pernas, que dava para perceber que eram trabalhadas em academia, eram torneadas e douradas do sol. Matheus disfarça e olha de vez em quando, tentando não deixar que a moça perceba que ele a admira naquela situação.

- Você poderia me ajudar a passar o protetor solar? Ela pergunta.

Matheus olha para  ela e pensa que está sonhando. Aquela figura linda e cobiçada por muitos naquela praia vem e fica ao seu lado, diz que ele é agradável e pede para passar protetor solar? Chega a pensar que é algum tipo de pegadinha e que tem alguém por perto para na hora certa vir e dizer que não passa de uma brincadeira. Alguém iria surgir do nada e dizer que seria demais para ele pensar que toda aquela beleza estaria disponível para ele admirar e quem sabe o que mais poderia acontecer.

Ana percebe que ele fica sem entender o pedido e que ele fica sem reação que indica a colaboração e repete o pedido.

A loira fala suavemente, com voz doce:

- Por favor Matheus, me ajuda a passar o protetor nas costas? Eu não consigo alcançar e este sol está muito forte hoje.

- Claro que sim, mas não quero confusão para o meu lado. Teu namorado não vai aparecer e partir para a briga não né?

- Eu não namoro. Estou te pedindo ajuda porque eu preciso. E outra coisa, eu não colocaria ninguém em uma situação tão chata como essa, deparar-se com um namorado furioso. E se ele existisse eu não pediria para você não é verdade?

- Se está tudo bem eu posso ajudar sim.

Ana deita de bruços, puxa os cabelos para deixar as costas livres e fica aguardando. Matheus olha para ela e fica excitado com a cena. Ela era o tipo gostosa que muitos homens babam.

O rapaz abre o tudo do protetor e enche a mão com o produto. Timidamente inicia o processo de passar nas costas da linda mulher. Ela fala para ele espalhar bem nas costas para não ficar com queimaduras.

- Matheus! Você pode passar em minhas pernas também?

- Sim! Claro.

A situação fica mais provocante para quem passa o protetor solar. Ela, claramente, o provoca.

- Agora, por favor, você pode passar em meu bumbum?

Nesse instante Ana percebe que Matheus parou e não tocou mais em sua pele. Ela resolve se apoiar em seus cotovelos e olhar para trás e ver o que acontece com ele que para de ajudá-la. 

Para sua surpresa ele não está mais ali. 

- Mas, como? Onde ele foi parar?

Matheus sumiu e suas coisas estavam ali ainda na praia. Ela levanta e o procura na faixa de areia.

Entre tantas pessoas fica impossível encontrá-lo. A moça fica ali em pé sem entender nada do que aconteceu.

Autor: Evandro Jair Duarte

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